Damos as boas vindas e agradecemos a todos pela visita a este espaço. Fiquem à vontade para acompanhar ao máximo todas as notícias e informações divulgadas e aproveitem para assistir AO VIVO a TV Justiça, TV Senado e a TV Câmara. ** We like welcome and thank you all for visiting this space. Feel free to follow the maximum all published news and INFORMATION To Watch and enjoy LIVE TV Justice, Senate TV and TV camera. Cortes de Temer prejudicam tratamento de pacientes com câncer ~ Verdades Ocultas

terça-feira, 19 de julho de 2016

Cortes de Temer prejudicam tratamento de pacientes com câncer

Postado por: Fátima Miranda - 07:03:00

Compartilhar

& Curtir




O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) em São Paulo, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que produz 85% dos radiofármacos utilizados para exames e tratamentos com medicina nuclear, ou seja, para pacientes com câncer, pode parar em agosto por falta de dinheiro. Radiofármacos são substâncias emissoras de radiação utilizadas na medicina para radioterapia e exames de diagnóstico por imagem.




O superintendente do Ipen, José Carlos Bressiani, informou que a situação é grave, pois os cortes do governo geraram perdas de mais de R$ 50 milhões ao orçamento do instituto, cujos gastos são de aproximadamente R$ 150 milhões anuais.

“Muito do material que fazemos depende de importação de matéria-prima e, sem complementação orçamentária, não temos como importar o material para fabricar o produto que vendemos. Precisamos da garantia da vinda de recursos até o meio de agosto para podermos encomendar o material e continuar fabricando”, explicou Bressiani. “O Brasil não é autossuficiente na produção de material radioativo, então, ainda temos o problema da variação cambial.”

Milhares de pacientes em todo o país podem ser prejudicados, já que o instituto fabrica 38 produtos para a medicina nuclear, alguns fundamentais para diagnóstico de câncer e doenças do coração como o tecnécio-99, cuja matéria-prima é o molibdênio, e para tratamentos de doenças, como o iodo-131.

Alarmante

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Cláudio Tinoco Mesquita, disse que a situação do Ipen é alarmante. “Estamos falando de uma série de exames essenciais que dependem desses radiotraçadores que têm monopólio estatal e que ficam ameaçados”, declarou. “A doença cardiovascular, por exemplo, é a principal causa de morte no Brasil e 55% de todos os procedimentos de medicina nuclear feitos tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada são de cintilografia de perfusão miocárdica, que é essencial para salvar vidas”, disse.

Cerca de 180 funcionários trabalham diretamente na produção dos fármacos do instituto, criado na década de 1960. O instituto vende os produtos para 430 clínicas e hospitais de medicina nuclear, sendo que o Sistema Único de Saúde responde pela compra de um terço do material.

A produção de radiofármacos também é feita em Belo Horizonte, no Rio e no Recife em unidades ligadas ao MCTIC. Mas o Ipen é o único que produz isótopos de meia-vida longa, ou seja, com mais de duas horas de vida útil. A Constituição determina que todos os produtos radioativos com vida ativa superior a duas horas são de responsabilidade exclusiva do Estado brasileiro.

“É um material de alta contaminação radioativa e não pode ficar na mão de qualquer um, pois pode gerar problemas graves de segurança,” disse Bressiani, que defende o monopólio da produção. “Tem funcionado bem há 50 anos e, como é o governo que compra a matéria-prima, então não paga imposto. Uma indústria privada terá de pagar imposto e encarece o medicamento para a sociedade.”

O problema da diminuição no repasse de recursos é agravado pelo deficit de revisão dos valores praticados na tabela do SUS para procedimentos da medicina nuclear, ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear. “Com o aumento do dólar, o preço dos radiofármacos aumentou muito, mas, ao mesmo tempo, o governo não reajusta o valor do reembolso dos exames da tabela do SUS desde 2009.

E a maior parte da população depende do SUS e, como nas áreas mais remotas do país há o custo alto do frete, algumas clínicas nesses locais estão deixando de fazer certos exames, porque já não compensa financeiramente. E alguns exames mais complexos estão cada vez mais difíceis de serem realizados pela população mais pobre”, disse.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações não se manifestou até a publicação do texto. 


Fonte: Agência Brasil

Postado Por: VERDADES OCULTAS/ Fátima Miranda

RESPEITAMOS A DEMOCRACIA! "Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um." Fernando Sabino

0 comentários:

Postar um comentário

Copyright © Verdades Ocultas

Direitos reservados a VERDADES OCULTAS - Hidden Truths News - Personalização/Arte digital FMS Artes Gráficas WhatsApp 71-99291.6634. http://www.templatezy.com